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	<title>Sleeping Ocean &#187; opções</title>
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	<description>A dormir num canto qualquer</description>
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		<title>Precipício e lugar-comum</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 02:22:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudia</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify">Durante o percurso de vida de um ser social, há uma altura, ou mais do que uma, em que as circunstâncias são tão sufocantes, que o empurram cada vez mais para a beira de um precipício, que se apresenta como o único meio de lhes escapar. De um lado, o esquecimento, onde as suas preocupações não existem de todo. Do outro, as responsabilidades, as culpas, as mágoas. Quanto mais tempo esta personagem se detém à beira do abismo, menos são os passos que a separam de tudo aquilo que a impele a saltar.</p>
<p style="text-align:justify">No entanto, e ainda bem, a maior parte das pessoas decide não o fazer, sabendo que, embrulhadas em todos os medos, estão também aquelas coisas que as confortam e que guardam um potencial para as fazer, digamos&#8230; felizes.</p>
<p style="text-align:justify">Há mais que uma possibilidade inerente a esta escolha: ora, a personagem pode escolher ficar no mesmo sítio, sendo eternamente pressionada para saltar e para ficar, presa entre os dois mundos; uma segunda hipótese será entrar para o meio dos problemas e envolver-se neles, sem os aceitar, mas sem os combater; a terceira, por conseguinte, será lutar contra eles e vencê-los, por mais que isso a enfraqueça, pois é o único caminho para conseguir alcançar a tranquilidade, de que estes a estão a escudar.</p>
<p style="text-align:justify">Era sobre as duas últimas hipóteses que me queria debruçar, uma vez que são algumas as pessoas com quem convivo que não vivem felizes, apenas porque escolheram o segundo caminho. São pessoas que, depois de terem estado em frente ao precipício, decidiram entrar no meio dos problemas e não quiseram enfrentá-los. Não creio que seja por medo, mas apenas porque vivem na ilusão de que eles fazem parte da sua vida, e não podem ser destruídos. Refiro-me ao conformismo, que cria frases como &#8220;Se as coisas são assim, não posso fazer nada&#8221; ou &#8220;Não tenho sorte nenhuma&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify">Ora, estas pessoas apresentam comportamentos repetitivos em áreas específicas das suas vidas, que acabam por conduzi-las novamente ao precipício. E, pelas mesmas razões que da primeira vez, voltam a seguir a segunda opção, e, eventualmente, terminam outra vez à beira do vazio. O ciclo repete-se. Os motivos, sempre iguais.</p>
<p style="text-align:justify">No que toca a quem funciona assim, as opiniões dos que estão por fora da situação, podendo vê-la claramente, não contam. Quando estas opiniões são verbalizadas e atingem um nervo na pessoa em questão, a memória é selectiva e apaga-as: nunca querem acreditar que estão dentro de um ciclo, e têm medo do que é preciso para o quebrar.</p>
<p style="text-align:justify">Podemos até gritar-lhes que parem, mas parece sempre tudo inútil. A única coisa que resta, quando gostamos destas pessoas, é a esperança de que um dia vejam mais longe, decidam de vez fazer o que é certo para a sua sanidade mental, pois um ciclo de frustrações não pode levar a lado nenhum.</p>
<p style="text-align:justify">Enfim, pede-se apenas que gritem um &#8220;BASTA, PUM BASTA! Eu valho MAIS que isto!&#8221;</p>
<p style="text-align:justify">Senão, não dá.</p>
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