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	<title>Sleeping Ocean &#187; consciência</title>
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		<title>Infância</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Nov 2007 03:45:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esta noite não consigo adormecer, mas desta vez não posso culpar as preocupações: esta falta de sono deve-se a um erro estúpido da minha parte, causado por outro daqueles ataques de fome de que tenho sofrido nas últimas semanas. Porque as verdadeiras insónias, que tanto me atormentaram, estão a desaparecer gradualmente. Estando desperta, podia aproveitar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Esta noite não consigo adormecer, mas desta vez não posso culpar as preocupações: esta falta de sono deve-se a um erro estúpido da minha parte, causado por outro daqueles ataques de fome de que tenho sofrido nas últimas semanas. Porque as verdadeiras insónias, que tanto me atormentaram, estão a desaparecer gradualmente.</p>
<p align="justify">Estando desperta, podia aproveitar para passar a computador o trabalho de Economia ou tentar resolver o quebra-cabeças que é o trabalho de Javascript de LIE, mas prefiro passar a noite no YouTube a recordar as canções dos filmes de infância.</p>
<p align="justify"><em>Infância</em>.</p>
<p align="justify">Aquele tempo em que imaginamos. Em que nos fazem crer que não há &#8220;maldade&#8221; no mundo, enquanto, discretamente, nos incutem valores que distinguem o certo do errado. Cultivam em nós certezas de um futuro no qual tudo segue as regras preparadas para nós desde sempre, mesmo antes de a hipótese de nascermos se colocar na cabeça dos nossos pais. Não nos preparam para o dia em que essas certezas passam a esperanças, depois a sonhos; e muito menos para a conclusão de que os sonhos não são mais que doces recordações, vindas dos tempos em que a inocência nos envolvia no seu abraço cinicamente protector. Dos tempos em que um sorriso era completo e sincero, pois não disfarçava um mundo de vazios e angústias.</p>
<p align="justify">No entanto, não guardo nostalgia desses dias, do mesmo modo que espero não guardar nostalgia dos tempos de faculdade daqui a alguns anos. Foi mais uma etapa. Penso que a infância deve ser aquela fase da nossa vida que, por ser menos consciente, custa mais a ultrapassar. A realidade demora muitos anos a conseguir romper o véu de mentiras com que a disfarçaram, e ainda mais a destruí-lo. E esse processo de destruição nunca termina. E dói. À medida que ocorre, a nossa confusão aumenta. O que é certo? O que é errado? Isso da felicidade existe mesmo?</p>
<p align="justify">Depois, se a realidade for bem-sucedida, percebemos que não há respostas certas para estas perguntas. Talvez nunca as devêssemos ter colocado, em primeiro lugar, porque talvez elas não tenham pertinência. Aprendemos, então, a escrever o livro da nossa vida, por cima das páginas que quem nos educou quis rascunhar por nós. Mas aquela dor, que principiou quando o mundo nos bateu à porta pela primeira vez, acompanha-nos pelo resto da vida. Com o tempo, descobrimos que não é assim tão difícil suportá-la.</p>
<p align="justify">Há ainda aqueles que, por medo de não aguentar essa dor, se cobrem de um novo véu de ilusões, mais forte ainda que o anterior. E carregam esta Infância consciente durante toda a sua vida.</p>
<p align="justify">São felizes? Talvez. Se o sentirem. Não vale a pena obrigar alguém que se diz feliz à infelicidade.</p>
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