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	<title>Sleeping Ocean &#187; divagações</title>
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		<title>Ao Meu Eu Futuro</title>
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		<pubDate>Fri, 28 May 2010 21:04:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cara Cláudia do Futuro, Não sei daqui a quanto tempo vais ler isto; pode ser daqui a uns meses ou daqui a uns anos. Não falo em décadas, porque não me parece que em dois mil e vinte ainda gastes dinheiro num domínio com um nome tão descontextualizado, tendo em conta o seu conteúdo. De [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:justify";>
Cara Cláudia do Futuro,</p>
<p>Não sei daqui a quanto tempo vais ler isto; pode ser daqui a uns meses ou daqui a uns anos. Não falo em décadas, porque não me parece que em dois mil e vinte ainda gastes dinheiro num domínio com um nome tão descontextualizado, tendo em conta o seu conteúdo. De qualquer modo, que te divirta&#8230; er&#8230; sim, que te divirta! </p>
<p>Para começar, espero que a vida corra mais ou menos de acordo com os teus objectivos (ou com os meus, pensando bem). Que tenhas uma vida profissional gratificante. Que todos os teus amigos sejam pessoas com possas conversar, que não te cortem o discurso sempre que tentas alongar-te numa definição &#8211; sim, há alturas em que o teu Eu do Passado se sente uma versão menos inteligente do Ted Mosby. Que ainda continues com o Pedro, porque é bom rapaz e não se deixa uma pessoa assim passar ao lado (caso contrário, dá um calduço a ti própria). Que já não vivas com os teus pais. A sério, se já hoje me custa ouvir o discurso extra-protector, não consigo imaginar o estado da tua pobre cabeça se ainda o andares a aturar.</p>
<p>Mas, acima de tudo &#8211; e é por este motivo que te escrevo -, a minha preocupação é que MANTENHAS ESSA CASA ARRUMADA. Se viveres longe da mamã, então, nem quero imaginar a bagunça que vai para aí. Não importa o quão ocupada estás. Arrumação, organização e limpeza, são coisas que têm que ser efectuadas pelo menos uma vez por semana. De duas em duas, se os horários apertarem mesmo muito. Agora, deixares de fazer estes trabalhos rotineiros para ficar de rabo colado à cadeira, em frente ao computador, a clicar no botão do <a href="http://www.stumbleupon.com" target="_blank">StumbleUpon</a>&#8230; não é um modo de vida! Deixa o Stumble para quando a roupa estiver no armário, os papéis organizados e um cheirinho a chão lavado pairar na atmosfera. Garanto que vais sentir-te melhor!</p>
<p>Não me vais ligar nenhuma, pois não?</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Já voltaste para o Stumble. I knew it.</p>
<p><small>Inspiração: <a href="http://www.futureme.org/" target="_blank">FutureMe</a> (encontrei-o através do StumbleUpon&#8230; lá está).</small>
</div>
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		<title>Liberdade</title>
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		<pubDate>Sun, 16 May 2010 22:23:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vivemos numa época em que tudo é permitido, desde que não prejudique a integridade física e mental das pessoas que convivem connosco. Ao perspectivar o futuro, visiona-se uma única hipótese: o crescimento desta liberdade e a queda de novas inibições, que a mudança dos tempos e ideias venha a tornar inviáveis. É um facto que, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify">Vivemos numa época em que tudo é permitido, desde que não prejudique a integridade física e mental das pessoas que convivem connosco. Ao perspectivar o futuro, visiona-se uma única hipótese: o crescimento desta liberdade e a queda de novas inibições, que a mudança dos tempos e ideias venha a tornar inviáveis.</p>
<p style="text-align:justify">É um facto que, aqui e ali, nasce um ou outro protesto para afirmar uma crença, um culto, um modo de vida, que parte da sociedade ainda não tolera. Contudo, se eles surgem é porque há uma fatia do todo social que pede para ser aceite. Significa que, mesmo que sintam constrangimentos, a democracia permite-lhes lutar para os destruir.</p>
<p style="text-align:justify">Podemos expressar as opiniões que bem entendermos, desde que conscientes das consequências das nossas palavras. Quanto às acções em si, é raro sofrer um castigo muito grave, se não se prejudicar ninguém.</p>
<p style="text-align:justify">Apesar de sermos obrigados a trabalhar para pagar a vida, não me parece correcto acrescentar este facto à lista das inibições da liberdade; na verdade, é uma forma de ganhar independência. Mesmo que o trabalho não preste, o dinheiro que se obtém através dele é uma porta para uma vida melhor.</p>
<p style="text-align:justify">Por isso, somos livres!</p>
<p style="text-align:justify">No entanto, também o excesso de liberdade pode ter um preço elevado. O que acham?</p>
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		<title>Lisboa</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Mar 2010 20:44:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para quem vive em Lisboa, ou lá perto, tudo é fácil. &#8220;Apetece-me ir ao cinema&#8221;, &#8220;Vamos!&#8221; &#8220;Gostava de experimentar algo novo&#8221;, &#8220;Arranja um daqueles pacotes de experiências.&#8221; &#8220;Queria comida do país XPTO, confeccionada à moda dos nativos&#8221;, &#8220;Há um bom restaurante na rua X, fazem tudo isso que tu queres.&#8221; Só é preciso ter dinheiro. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify">Para quem vive em Lisboa, ou lá perto, tudo é fácil. &#8220;Apetece-me ir ao cinema&#8221;, &#8220;Vamos!&#8221; &#8220;Gostava de experimentar algo novo&#8221;, &#8220;Arranja um daqueles pacotes de experiências.&#8221; &#8220;Queria comida do país XPTO, confeccionada à moda dos nativos&#8221;, &#8220;Há um bom restaurante na rua X, fazem tudo isso que tu queres.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify">Só é preciso ter dinheiro.</p>
<p style="text-align:justify">E este custa a ganhar. Mas em Lisboa também é fácil encontrar onde o receber. Com mais ou menos esforço, toda a gente consegue uma empresa que lhe forneça umas moedas por mês, em troca do seu suor. Às vezes, as pessoas passam os dias a trabalhar em locais desagradáveis, com colegas com quem não se identificam e chefes que não as respeitam. Por vezes, não se esforçam para encontrar algo melhor. Mas nem sempre é assim; muitos não têm outra hipótese. E o dinheiro é preciso, para manter um estilo de vida saudável.</p>
<p style="text-align:justify">Tão saudável que, depois de um dia de trabalho cheio de stress, finalmente chega a liberdade; para entrar num transporte público atolado e malcheiroso, com pessoas a falar como matracas, e crianças aos gritos; ou enfrentar filas de trânsito intermináveis. E, por fim, chegar a casa, onde há um recanto sossegado para descansar. Isto se não houver filhos. Ou vizinhos barulhentos.</p>
<p style="text-align:justify">No entanto, como se tem algum dinheiro no final do mês, há pequenos luxos que são possíveis. Se calhar vale a pena. Mas não para mim.</p>
<p style="text-align:justify">Apesar de falar na cidade de Lisboa, haverá outras em que a vida também corre deste modo. Falo desta porque é a que conheço.</p>
<p style="text-align:justify">E é uma cidade bonita. Sim. Quem me dera ver apenas o lado bom dela. E talvez assim não quisesse tanto deixá-la.</p>
<p style="text-align:justify">Deixá-la para descobrir um local que me dê paz de espírito. Gostava de chegar a casa sem sentir a cabeça a rebentar, por causa da viagem que fiz do trabalho até aqui. Poder andar com calma e apreciar a paisagem, durante o caminho para lá.</p>
<p style="text-align:justify">Mas também era preciso que houvesse paisagem. E não me importava que esta fosse constituída por um monte de vacas a pastar trigo seco, porque até isso é mais agradável que os prédios feios e descuidados, que desfilam todos os dias perante os meus olhos.</p>
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		<title>Egoísmo</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Jan 2010 02:45:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desde os meus primeiros anos de escola, lembro-me de ouvir várias vezes que me devia preocupar primeiro comigo, e só depois com os outros. O mais importante era o que eu queria. Qualquer opinião além da minha ficaria para segundo plano. Ninguém tinha direito de influenciar as minhas decisões a não ser eu própria. E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify">Desde os meus primeiros anos de escola, lembro-me de ouvir várias vezes que me devia preocupar primeiro comigo, e só depois com os outros. O mais importante era o que eu queria. Qualquer opinião além da minha ficaria para segundo plano. Ninguém tinha direito de influenciar as minhas decisões a não ser eu própria.</p>
<p style="text-align:justify">E isto que disse, muita gente ouviu. É por isso que, em qualquer altura do vosso percurso escolar, terá aparecido um colega que não deixou a professora adiar um teste, porque tinha estudado muito, ainda que o resto da turma estivesse aflita. Ou aquele que não emprestou os apontamentos, por medo que o superassem.</p>
<p style="text-align:justify">Depois crescemos e começam a surgir as temáticas da compreensão e da solidariedade para com o outro. Mas na vida adulta continuam a aparecer os chefes que não pensam no bem-estar dos colaboradores e os colegas que passam por cima dos outros.</p>
<p style="text-align:justify">Se calhar a cultura do egoísmo já está muito metida nas cabeças, sei lá&#8230; Nos últimos tempos, parece-me que falta calor humano nas interacções sociais. Poucas pessoas tentam esboçar um pouco de simpatia quando se dirigem a outro, se estiverem cansados ou com algum problema, mesmo que seu o interlocutor não seja um interveniente na situação incómoda. Também vejo pouco esforço para acreditar no desenvolvimento positivo de alguém, ou da sociedade em geral.</p>
<p style="text-align:justify">Porquê? Porque é difícil acreditar e confiar nos outros? Claro que há quem não consiga aprender, quem seja calculista, quem não veja além do seu nariz&#8230; Contudo, se conseguimos distinguir estes traços de personalidade, é porque os podemos opôr a algo contrário, que também existe. E agir como se toda a gente tivesse má vontade é, precisamente, cultivá-la. Porquê então este conformismo geral?</p>
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		<title>O Sonho</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 17:12:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudia</dc:creator>
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		<category><![CDATA[consumismo]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[sonhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Eles não sabem, nem sonham, que o sonho comanda a vida. Que sempre que um homem sonha o mundo pula e avança como bola colorida entre a mãos de uma criança. Pedra Filosofal Toda a gente tem um sonho, algo que deseja profundamente quase desde que se lembra de ser alguém. Pode afirmar-se na infância [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><br />
<blockquote><em>Eles não sabem, nem sonham,<br />
que o sonho comanda a vida.<br />
Que sempre que um homem sonha<br />
o mundo pula e avança<br />
como bola colorida<br />
entre a mãos de uma criança.</em></p>
<p>Pedra Filosofal</p></blockquote>
<p></center></p>
<p style="text-align:justify">Toda a gente tem um sonho, algo que deseja profundamente quase desde que se lembra de ser alguém. Pode afirmar-se na infância ou na adolescência, mas é algo que sempre soubémos, desde muito cedo.</p>
<p style="text-align:justify">A sociedade em que vivemos não propicia o seu desenvolvimento, criando todos os mecanismos possíveis para que nos sintamos &#8220;satisfeitos&#8221;. Isto leva ao esquecimento do que é realmente importante. As redes sociais, os programas de televisão pré-fabricados, os produtos comerciais, a tirania da imagem, toda essa porcaria com que nos ocupam a cabeça&#8230; só serve para isso mesmo. Andamos feitos zombies, a consumir o máximo que pudermos, ficando, contudo, sem tempo para nós próprios. Ocupados com conflitos inúteis, utopias falsas, prenúncios da decadência social. Tudo importa, menos pensar.</p>
<p style="text-align:justify">É lembrar-me disso que me recorda que não estou a fazer nada realizar o meu sonho. Que cada passo que dou me arrasta para longe dele, um pouco mais em cada dia que passa. Às vezes nem me lembro que existe, mas ultimamente parece ser tudo o que mais quero. No entanto, a minha cabeça continua ocupada com coisas inúteis.</p>
<p style="text-align:justify">Quero sair disto.</p>
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		<item>
		<title>Inspirações Disney, n.º 1</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Oct 2009 04:13:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudia</dc:creator>
				<category><![CDATA[divagações]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[objectivos]]></category>
		<category><![CDATA[religião]]></category>

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		<description><![CDATA[God Help the Outcasts &#8211; Corcunda de Notre-Dame As religiões existem desde que há registos da história humana. Em todas as civilizações que estudamos ou conhecemos, há sempre uma ou um conjunto de entidades que estão acima dos comuns mortais, e que os vigiam e protegem durante as suas vidas. Mais ou menos fechadas, repressoras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/MEEpavnk7Uw&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;rel=0"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/MEEpavnk7Uw&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><small>God Help the Outcasts &#8211; Corcunda de Notre-Dame</small></center></p>
<p style="text-align:justify">As religiões existem desde que há registos da história humana. Em todas as civilizações que estudamos ou conhecemos, há sempre uma ou um conjunto de entidades que estão acima dos comuns mortais, e que os vigiam e protegem durante as suas vidas.</p>
<p style="text-align:justify">Mais ou menos fechadas, repressoras ou não, este é o propósito comum a todas: a redução do sentimento de desamparo, nas alturas em que o resto do mundo parece funcionar mal. Quando alguém está sozinho, precisa de alguém que o ajude, ou, pelo menos, que o ouça.</p>
<p style="text-align:justify">Pois a solidão é uma característica consequente da nossa dualidade enquanto humanos. Se aquilo que nos forma &#8211; a personalidade, o aspecto, os objectivos, isso tudo, &#8211; deriva da interacção com os nossos pares, não existe verdadeiramente nenhuma maneira de estarmos sempre acompanhados por eles, nem que, por vezes, seja apenas em pensamento.</p>
<p style="text-align:justify">Na maior parte das sociedades, a dominância das religiões confunde-se com o seu verdadeiro objectivo, e com a história em si. Na civilização em que vivemos, contudo, se a religião dominante já não consegue impôr muitos dos seus valores, poderia &#8211; vamos a ver &#8211; ter muito menos influência. Mas por que continua a maioria da população a segui-la, quando há argumentos por cima de argumentos que tendem a torná-la obsoleta? Por que motivo continuam a acreditar nos contra-argumentos, num mundo dominado pela ciência?</p>
<p style="text-align:justify">Julgo que é precisamente por causa daquela necessidade de sentir protecção. Refiro-me a uma protecção contra a loucura, que mantenha aquilo que nos esforçámos para ser, mesmo quando nos sentimos abandonados por todos. Algo para nos agarrarmos, para que não nos desviemos muito do que nos faz sentir bem.</p>
<p style="text-align:justify">No entanto, não me tomem por defensora de qualquer religião. Apesar de tudo, não acho que seja precisa uma para ganhar a segurança de que falei. Cada pessoa é única, e, por isso mesmo, é à medida que vive que vai encontrando as coisas que a mantêm firme. Pela minha experiência, posso dizer que até tentei acreditar em mais que uma religião, mas cansei-me rapidamente, pois o meu caminho não passava por aí. Acho que as pessoas deviam ser educadas para perceber aquilo que as move realmente, mas essa reflexão ficará para outra altura.</p>
<p style="text-align:justify">A questão é que, se deixamos de acreditar nestes talismãs, que nos ajudam a viver &#8211; sejam eles religiões, sonhos, memórias ou pessoas, &#8211; é fácil deixar que, nos momentos menos oportunos, os sentimentos mais negativos nos consumam. Talvez a existência se transforme em mera sobrevivência, porque não há objectivos para cumprir, nem motivos para os desenvolver.</p>
<p style="text-align:justify">Será possível sermos humanos se não tivermos algo a que nos agarrar?</p>
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		<title>Precipício e lugar-comum</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 02:22:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudia</dc:creator>
				<category><![CDATA[divagações]]></category>
		<category><![CDATA[basta]]></category>
		<category><![CDATA[opções]]></category>
		<category><![CDATA[precipício]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante o percurso de vida de um ser social, há uma altura, ou mais do que uma, em que as circunstâncias são tão sufocantes, que o empurram cada vez mais para a beira de um precipício, que se apresenta como o único meio de lhes escapar. De um lado, o esquecimento, onde as suas preocupações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify">Durante o percurso de vida de um ser social, há uma altura, ou mais do que uma, em que as circunstâncias são tão sufocantes, que o empurram cada vez mais para a beira de um precipício, que se apresenta como o único meio de lhes escapar. De um lado, o esquecimento, onde as suas preocupações não existem de todo. Do outro, as responsabilidades, as culpas, as mágoas. Quanto mais tempo esta personagem se detém à beira do abismo, menos são os passos que a separam de tudo aquilo que a impele a saltar.</p>
<p style="text-align:justify">No entanto, e ainda bem, a maior parte das pessoas decide não o fazer, sabendo que, embrulhadas em todos os medos, estão também aquelas coisas que as confortam e que guardam um potencial para as fazer, digamos&#8230; felizes.</p>
<p style="text-align:justify">Há mais que uma possibilidade inerente a esta escolha: ora, a personagem pode escolher ficar no mesmo sítio, sendo eternamente pressionada para saltar e para ficar, presa entre os dois mundos; uma segunda hipótese será entrar para o meio dos problemas e envolver-se neles, sem os aceitar, mas sem os combater; a terceira, por conseguinte, será lutar contra eles e vencê-los, por mais que isso a enfraqueça, pois é o único caminho para conseguir alcançar a tranquilidade, de que estes a estão a escudar.</p>
<p style="text-align:justify">Era sobre as duas últimas hipóteses que me queria debruçar, uma vez que são algumas as pessoas com quem convivo que não vivem felizes, apenas porque escolheram o segundo caminho. São pessoas que, depois de terem estado em frente ao precipício, decidiram entrar no meio dos problemas e não quiseram enfrentá-los. Não creio que seja por medo, mas apenas porque vivem na ilusão de que eles fazem parte da sua vida, e não podem ser destruídos. Refiro-me ao conformismo, que cria frases como &#8220;Se as coisas são assim, não posso fazer nada&#8221; ou &#8220;Não tenho sorte nenhuma&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify">Ora, estas pessoas apresentam comportamentos repetitivos em áreas específicas das suas vidas, que acabam por conduzi-las novamente ao precipício. E, pelas mesmas razões que da primeira vez, voltam a seguir a segunda opção, e, eventualmente, terminam outra vez à beira do vazio. O ciclo repete-se. Os motivos, sempre iguais.</p>
<p style="text-align:justify">No que toca a quem funciona assim, as opiniões dos que estão por fora da situação, podendo vê-la claramente, não contam. Quando estas opiniões são verbalizadas e atingem um nervo na pessoa em questão, a memória é selectiva e apaga-as: nunca querem acreditar que estão dentro de um ciclo, e têm medo do que é preciso para o quebrar.</p>
<p style="text-align:justify">Podemos até gritar-lhes que parem, mas parece sempre tudo inútil. A única coisa que resta, quando gostamos destas pessoas, é a esperança de que um dia vejam mais longe, decidam de vez fazer o que é certo para a sua sanidade mental, pois um ciclo de frustrações não pode levar a lado nenhum.</p>
<p style="text-align:justify">Enfim, pede-se apenas que gritem um &#8220;BASTA, PUM BASTA! Eu valho MAIS que isto!&#8221;</p>
<p style="text-align:justify">Senão, não dá.</p>
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		<title>Balanço (Quase) Final</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 16:08:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudia</dc:creator>
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		<category><![CDATA[diário]]></category>
		<category><![CDATA[bruxelas]]></category>
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		<category><![CDATA[sonhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje foi o dia do nosso último exame na IHECS. Falta apenas entregar um trabalho, para segunda feira, que também já está meio feito. É agora que, subitamente, começam a pesar os poucos dias que faltam para voltar a casa. Houve tanta coisa que se podia ter feito, mas não se fez! No entanto, houve [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><img src="http://www.sleeping-ocean.com/wp-content/uploads/2009/06/31.jpg" alt="post-xx" title="post-xx" width="400" height="300" class="alignright size-full wp-image-447" /></center></p>
<p style="text-align:justify">Hoje foi o dia do nosso último exame na IHECS. Falta apenas entregar um trabalho, para segunda feira, que também já está meio feito.</p>
<p style="text-align:justify">É agora que, subitamente, começam a pesar os poucos dias que faltam para voltar a casa. Houve tanta coisa que se podia ter feito, mas não se fez!</p>
<p style="text-align:justify">No entanto, houve também muita coisa que acabou por acontecer, e que não se tinha planeado. E há tanto ainda para concretizar! Tantos sítios para visitar, e tão pouco tempo para eles&#8230; É aqui que se pensa que talvez um dia se possa voltar, para ver aquilo que falta. Quando chegar a altura, há-de haver tempo para isso e muito mais.</p>
<p style="text-align:center"><em>&#8220;Quando voltares a Portugal, vai estar tudo na mesma.&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify">Tudo menos eu. De cinco meses passados num país estrangeiro, fica a sede de liberdade, a vontade de ser mais, porque é possível. O que não é possível é voltar para casa sem planos, e continuar a viver como se nada disto tivesse acontecido.</p>
<p style="text-align:justify">Termina, portanto, mais um capítulo. Contigo, será o fim de um terceiro. Convosco, já será o de um trigésimo, quadragésimo talvez. Em ambos os casos, são capítulos novos que se abrem, para dar continuidade aos anteriores. São histórias que não acabam aqui, porque quando se partilha quatro ou cinco meses com alguém, todos os dias, há memórias que ficam &#8211; de como ultrapassámos a raiva, o medo, a desilusão, mas também de como rimos até os nossos pulmões não aguentarem mais.</p>
<p style="text-align:justify">Por isso, gostei de partilhá-los convosco. E contigo de um modo especial. Já pensei que poderia ter escrito algo mais sobre ti, mas apercebi-me que se não o fiz, foi porque, mesmo sem referência explícita, estás presente em quase todas as palavras.</p>
<p style="text-align:justify">É verdade que o tempo voa.</p>
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		<title>Coisa Parva</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 01:27:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudia</dc:creator>
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		<category><![CDATA[idiota]]></category>
		<category><![CDATA[sentimentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Às vezes, tenho a sensação que a criatividade em estado puro aumenta em proporção com a melancolia. Ora, quando estou triste costumo andar a todo o momento com uma vontade insaciável de escrever o que sinto. Depois, chego aqui, descarrego tudo num texto de tamanho considerável, afino dois ou três detalhes, e está pronto para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify">Às vezes, tenho a sensação que a criatividade em estado puro aumenta em proporção com a melancolia. Ora, quando estou triste costumo andar a todo o momento com uma vontade insaciável de escrever o que sinto. Depois, chego aqui, descarrego tudo num texto de tamanho considerável, afino dois ou três detalhes, e está pronto para publicar. E quando releio, até acho que ficou uma coisa bonita de se ler&#8230; e apesar de estar triste quando a escrevi, lê-lo não me afecta pela negativa, porque já libertei as palavras que precisava.</p>
<p style="text-align:justify">Agora, se estou feliz, posso até andar o dia inteiro com vontade de comunicar a minha felicidade, mas depois chego à página de escrita do blog&#8230; e nada. Mas afinal, o que vou escrever? Que coisa melosa vai sair daqui? Ou que parvoíce? Vai parecer que me estou a gabar por me sentir bem&#8230; ou então que estou maluca (o que seria mais adequado neste caso, tendo em conta que o fim de semestre na ESCS vai tornar este mês na coisa mais frenética de sempre, e que sou capaz de chumbar a duas ou três disciplinas&#8230;)&#8230;</p>
<p style="text-align:justify">E depois, percebo que a felicidade é uma coisa que às vezes gostamos de guardar para nós&#8230; ou de partilhar com poucas pessoas. Ou com uma só. Por outro lado, pode acontecer que às vezes não tenhamos palavras, mas é só porque as repetimos tantas vezes para nós e para os outros, que quando chegou a altura de as colocar num texto bem construído, elas já não saíram. Foram absorvidas, tornaram-se parte do que somos, pelo que não sabemos muito bem como as expôr.</p>
<p style="text-align:justify">Portanto, parece-me que é uma questão de me mentalizar que também posso escrever quando estou bem&#8230; ou de deixar de ser parva. Olha, estou feliz e escrevi um texto. Redundante. <img src='http://www.sleeping-ocean.com/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Procrastinar</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Dec 2008 18:23:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudia</dc:creator>
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		<category><![CDATA[trabalhos]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify">Por mais que tentemos adiar tarefas difíceis, acabamos por ter que nos confrontar com elas, mais cedo ou mais tarde. No entanto, mesmo que estejamos alerta para este facto, adiamos sempre o tal confronto para o último momento, de modo a sermos afectados por ele durante o mínimo de tempo possível. Paradoxalmente, este adiamento faz-nos sofrer mais, uma vez que não conseguimos parar de pensar na tal coisa que temos que terminar.</p>
<p style="text-align:justify">Se é assim&#8230; por que razão adiamos as coisas? É um mistério que ainda estou para resolver.</p>
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		<title>Pensamento número X (qualquer coisa com muitos zeros, se contarmos com algumas noites perdidas com trabalhos e divagações inúteis)</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Nov 2008 22:57:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tenho para mim que há pessoas que não merecem metade da nossa preocupação. E que, por vezes, esquecemo-nos de dar atenção a quem precisa realmente de nós. Se bem que estes segundos nem sempre andam por aí à espera que os ajudemos. var wordpress_toolbar_urls = [];var wordpress_toolbar_url = "";var wordpress_toolbar_oinw = "n";var wordpress_toolbar_hash = "aHR0cDovL3d3dy5zbGVlcGluZy1vY2Vhbi5jb20vMjAwOC9kaXZhZ2Fjb2VzL3BlbnNhbWVudG8tbnVtZXJvLXgtcXVhbHF1ZXItY29pc2EtY29tLW11aXRvcy16ZXJvcy1zZS1jb250YXJtb3MtY29tLWFsZ3VtYXMtbm9pdGVzLXBlcmRpZGFzLzx3cHRiPlBlbnNhbWVudG8gbsO6bWVybyBYIChxdWFscXVlciBjb2lzYSBjb20gbXVpdG9zIHplcm9zLCBzZSBjb250YXJtb3MgY29tIGFsZ3VtYXMgbm9pdGVzIHBlcmRpZGFzIGNvbSB0cmFiYWxob3MgZSBkaXZhZ2HDp8O1ZXMgaW7DunRlaXMpPHdwdGI%2BaHR0cDovL3d3dy5zbGVlcGluZy1vY2Vhbi5jb208d3B0Yj5TbGVlcGluZyBPY2Vhbg%3D%3D";]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify">Tenho para mim que há pessoas que não merecem metade da nossa preocupação. E que, por vezes, esquecemo-nos de dar atenção a quem precisa realmente de nós. Se bem que estes segundos nem sempre andam por aí à espera que os ajudemos.</p>
<script type="text/javascript">var wordpress_toolbar_urls = [];var wordpress_toolbar_url = "";var wordpress_toolbar_oinw = "n";var wordpress_toolbar_hash = "aHR0cDovL3d3dy5zbGVlcGluZy1vY2Vhbi5jb20vMjAwOC9kaXZhZ2Fjb2VzL3BlbnNhbWVudG8tbnVtZXJvLXgtcXVhbHF1ZXItY29pc2EtY29tLW11aXRvcy16ZXJvcy1zZS1jb250YXJtb3MtY29tLWFsZ3VtYXMtbm9pdGVzLXBlcmRpZGFzLzx3cHRiPlBlbnNhbWVudG8gbsO6bWVybyBYIChxdWFscXVlciBjb2lzYSBjb20gbXVpdG9zIHplcm9zLCBzZSBjb250YXJtb3MgY29tIGFsZ3VtYXMgbm9pdGVzIHBlcmRpZGFzIGNvbSB0cmFiYWxob3MgZSBkaXZhZ2HDp8O1ZXMgaW7DunRlaXMpPHdwdGI%2BaHR0cDovL3d3dy5zbGVlcGluZy1vY2Vhbi5jb208d3B0Yj5TbGVlcGluZyBPY2Vhbg%3D%3D";</script>]]></content:encoded>
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		<title>Pensamentos do Dia (Noite)</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Oct 2008 23:03:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[1. Hoje em dia, pode acontecer depararmo-nos com um pedinte na rua e não ter uma moeda para lhe dar, uma vez que pagamos quase tudo com cartões. Mesmo que, actualmente, algumas pessoas ainda tenham o hábito de transportar uns poucos euros consigo, é provável que isto deixe de acontecer daqui a alguns anos, à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify"><b>1.</b> Hoje em dia, pode acontecer depararmo-nos com um pedinte na rua e não ter uma moeda para lhe dar, uma vez que pagamos quase tudo com cartões.</p>
<p style="text-align:justify">Mesmo que, actualmente, algumas pessoas ainda tenham o hábito de transportar uns poucos euros consigo, é provável que isto deixe de acontecer daqui a alguns anos, à medida que todos os pagamentos passem a ser efectuados por meios electrónicos.</p>
<p style="text-align:justify">Será que os pedintes do futuro transportarão consigo um terminal multibanco portátil? E aqueles que se iniciam na mendigagem e ainda não tenham dinheiro para comprar uma máquina? &#8220;Ai, senhora, transfira-me só dez euritos para a conta, para eu poder comprar um TPAzito&#8230; Tem aqui o meu NIB, sim?&#8221;</p>
<p style="text-align:justify"><b>2.</b> Devia haver uma explicação científica e racional para o facto de algumas coisas custarem tanto a passar. Desse modo, alguém inventaria um remédio para as curar mais depressa.</p>
<p style="text-align:justify"><b>P.S:</b> Admiti que, de momento, não tenho tempo para fazer um layout novo. Por isso, o outro voltou. Sempre fica mais bonito&#8230;</p>
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		<title>Amor?</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Sep 2008 16:29:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudia</dc:creator>
				<category><![CDATA[divagações]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[sentimentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Nas séries televisivas fala-se muito numa coisa que é referida através da palavra &#8220;amor&#8221;. Em regra, recorre-se a este termo quando se verifica uma sucessão de acções pré-definidas. Conhecem-se, encontram-se, beijam-se, falam em namoro e cinco minutos depois já estão a fazer promessas de &#8220;amor eterno&#8221;. Passado algum tempo, separam-se, dizem que se odeiam, sofrem, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/fvkm9pJB1bg&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/fvkm9pJB1bg&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p></p>
<p style="text-align:justify">Nas séries televisivas fala-se muito numa coisa que é referida através da palavra &#8220;amor&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify">Em regra, recorre-se a este termo quando se verifica uma sucessão de acções pré-definidas. Conhecem-se, encontram-se, beijam-se, falam em namoro e cinco minutos depois já estão a fazer promessas de &#8220;amor eterno&#8221;. Passado algum tempo, separam-se, dizem que se odeiam, sofrem, e depois voltam a juntar-se. No meio deste processo, o casal torna-se num par de seres simbiótico-parasitantes, que vivem em função um do outro, sem objectivos próprios a não ser o de impedir que a sua relação termine. Não imaginamos a existência de uma personagem sem a outra, porque ambas estão esvaziadas de personalidade quando se separam.</p>
<p style="text-align:justify">Certamente, há quem funcione desta maneira. Cheguei até a perguntar-me se seria um ser estranho por não pensar assim, posto que a realidade do amor que nos apresenta a cultura de massas é sempre igual. Mas é o parasitismo que constitui a essência do dito &#8220;amor&#8221;? O que há de bom em sentirmo-nos muito bem quando estamos com uma pessoa e ficarmos miseráveis SEMPRE que ela está longe de nós?</p>
<p style="text-align:justify">Tenho para mim que o Amor constitui um crescimento trabalhado em conjunto por duas pessoas. É uma relação simbiótica, não parasitante, da qual ambos saem a ganhar. É algo que demora tempo, e não só uma paixão arrebatadora que aparece porque as hormonas decidiram saltar num dado momento. É uma promessa feita em silêncio, porque nem sempre são precisas palavras para demonstrar que se quer estar com alguém.</p>
<p style="text-align:justify">O Amor sabe esperar para que a paixão aconteça. O Amor preenche, não traz lágrimas. Não obriga a esperas frustradas que terminam em desilusão. Não induz a sensação de se ter feito ou dito algo ridículo para se conquistar aquela pessoa. Não exige que se sufoque o outro com sentimentos que o assustam. Não trai, não mente, não engana. Não induz em erro. Não tem ciúme. Não obriga a estar sempre a falar com o outro, porque se sabe que ele carrega consigo a lembrança de tudo o que somos, do mesmo modo que também levamos para todo o lado a lembrança do que ele é. Aceita os defeitos do outro e dá-lhe todo o tempo de que necessita para os corrigir, ou, caso sejam incorrigíveis, aceita-os como qualidades. Não utiliza uma pessoa para esquecer outra qualquer. Não tem medo de se comprometer, porque quem ama é sempre livre.</p>
<p style="text-align:justify">Quando duas pessoas se amam, constróem-se e não se anulam. Quando há anulação do &#8220;Eu&#8221;, deixa de existir Amor, para dar lugar a uma coisa que se parece mais com sufoco. O Amor não assume que conhece tudo sobre a outra pessoa, porque sabe que a cada segundo pode descobrir algo novo. E, assim, fascina-se com cada detalhe que lhe vai sendo revelado ao longo dos momentos que partilham. O Amor é mútuo e correspondido.</p>
<p style="text-align:justify">Um dia, pode acabar-se a paixão, podem findar as palavras, pode cansar-se a alma. Sem choros, sem tristeza, ambos partem, amando-se. Contudo, vão tranquilos, por saber que já nada de novo têm a dar um ao outro.</p>
<p style="text-align:justify">Por isso, penso nas poucas vezes em que achei que amava alguém&#8230; E concluo que estive sempre enganada.</p>
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		<title>Solidão</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Jun 2008 00:23:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudia</dc:creator>
				<category><![CDATA[divagações]]></category>
		<category><![CDATA[sentimentos]]></category>

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		<description><![CDATA[A natureza do ser humano não lhe permite suportar a solidão. Quando aguenta algum tempo sozinho, fá-lo por pura necessidade pessoal, que contraria a natureza que lhe está inerente. E estes momentos de isolamento permitem-lhe apenas reafirmar que precisa de outras pessoas à sua volta. Há quem se queixe dos outros. Há quem desconfie insistentemente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify">A natureza do ser humano não lhe permite suportar a solidão. Quando aguenta algum tempo sozinho, fá-lo por pura necessidade pessoal, que contraria a natureza que lhe está inerente. E estes momentos de isolamento permitem-lhe apenas reafirmar que precisa de outras pessoas à sua volta.</p>
<p style="text-align:justify">Há quem se queixe dos outros. Há quem desconfie insistentemente dos próprios amigos. Há quem tenha medo de amar, mas, sobretudo de ser amado. De todas as formas em que tal sentimento existe. Por isso, há quem nunca chegue a conhecer um sentimento de afeição, por passar o tempo a negá-lo a si mesmo e aos outros. Há quem não viva por medo de ser magoado.</p>
<p style="text-align:justify">Mas porquê? A verdade é que precisamos uns dos outros. Para crescermos, temos que deixar que nos agradem e que nos magoem. Aquilo que eu sou, foram os outros que o fizeram, por boa ou má vontade. Sozinha não sou nada. Não consigo estar sozinha. Ninguém consegue e ninguém o deseja realmente.</p>
<p style="text-align:justify">No entanto, há que saber respeitar os outros quando estes atravessam os seus próprios momentos de solidão. E lembrarmo-nos que também já tivemos os nossos. Porque quando eles precisarem de companhia, estaremos lá para os apoiar.</p>
<p style="text-align:justify">E é este o princípio de todas as coisas.</p>
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		<title>O cliché</title>
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		<pubDate>Fri, 09 May 2008 20:11:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudia</dc:creator>
				<category><![CDATA[divagações]]></category>
		<category><![CDATA[diário]]></category>
		<category><![CDATA[telemóvel]]></category>

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		<description><![CDATA[A minha mão desliza pela secretária. Encontra o telemóvel. Detém-se por um momento nas suas teclas e percorre-as. Num gesto involuntário, agarro-o e puxo-o para mim. Desbloqueio-o. Abro uma nova mensagem de texto. Começo a escrever. Apago. Páro. Pouso-o na mesa. Escrevo novamente. Apago. Saio. Bloqueio. Volto a pousá-lo. Merda. var wordpress_toolbar_urls = [];var wordpress_toolbar_url [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify">A minha mão desliza pela secretária. Encontra o telemóvel. Detém-se por um momento nas suas teclas e percorre-as. Num gesto involuntário, agarro-o e puxo-o para mim. Desbloqueio-o. Abro uma nova mensagem de texto. Começo a escrever. Apago. Páro. Pouso-o na mesa. Escrevo novamente. Apago. Saio. Bloqueio. Volto a pousá-lo. Merda.</p>
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