Manifesto Anti-Farsas
Ainda há um ano e pouco atrás (nem sequer é preciso recuar muito), quando dizia que gostava de histórias de vampiros, algumas pessoas olhavam para mim, com o nariz meio torcido, e perguntavam “a sério”? Outras lembravam-se de mim quando ouviam algo sobre o assunto, e às vezes até recebia uma ou outra mensagem como “está a dar uma série de vampiros no canal X!” E era fixe. Agradava-me ser a rapariga que gostava de coisas góticas e tinha uma panca pelos vampiros.
Uma vez, sugeriram-me que lesse o Crepúsculo, porque tinha vampiros e era muito giro. Eu fui comprá-lo e li. Achei-o bastante lamecha, “mas está bem, tirando isso não é mau de todo, até tem os seus aspectos positivos e o seu não-sei-quê de piada”. Guardei-o na prateleira e ainda ali está, só lhe tendo mexido para o tentar pôr à venda no Ebay.
Nunca pensei que, poucos meses depois, rebentasse uma moda louca de vampiros, que faria com que toda a gente desinformada trouxesse à baila o raio do livro, ao falar-se das desgraçadas criaturas. É ver-se, sempre que aparece algum título novo, expressões como “era do Crepúsculo“, podendo citar mesmo a programação da RTP. Contudo, tenho para mim que todos os livros e séries que aproveitaram o protagonismo desta saga, exageradamente sobrevalorizada, hão de ser mais vampirescos que a própria.
Estou a escrever isto porque me irrita. E não sou a única com esta opinião. De repente, é ver pessoas insuspeitas a dizer que adoram os bichos, sem sequer perceber o que estes são realmente. Se virem ou lerem obras com vampiros a sério, provavelmente acharão mórbido e horroroso. Seres mortos-vivos que arrancam o sangue do pescoço à dentada não são propriamente românticos, minhas amigas. A título de exemplo, refiro o Drácula ou as Crónicas dos Vampiros de Anne Rice (das quais surgiu o filme Entrevista com o Vampiro), ou mesmo algo mais recente, como o Underworld ou O Historiador.
Pois leiam, e passem a dizer que gostam do Crepúsculo, e não de vampiros em si, para que as pessoas que os apreciam não se sintam embaraçadas. E para vosso próprio bem, porque vocês não são; apenas não são esse tipo de pessoa. Obrigada.
E é a última vez que falo disto, não vá arriscar-me a ganhar alguma espécie de mania!
Por amor à Santa!! Eu li Anne Rice, eu venero “Queen of the Damned”, como tu sabes, e sinto que toda esta onda vampiresca é do mais ridiculo e ignorante que há. Eu cresci com a ideia de vampiro que se vê na “Entrevista com o Vampiro” porque na altura em que o dito cujo saiu, eu muito corajoso quem o conseguisse ver… o que obviamente demonstra que não é um romance lamechas que vampiros que brilham… Sabes bem o quanto partilho a opinião contigo portanto, não podia deixar de demonstrar o meu desagrado com a onda de vampiros geração “morangos com açucar”, ou devo dizer, vampiros com açucar??
Acho que podemos arriscar a chamar-lhes “vampiros com adoçante”
Sim, já não se pode ouvir falar de vampiros.
Da saga Crepúsculo, só vi o filme, portanto, nem estou muito por dentro deste ou de outros trabalhos sobre a mesma temática (só mesmo de Vampire Knight xD).
Mas, como em tudo, o que é demais enjoa. :.
Mas Vampire Knight é fofinho *.*