Anjo da Morte
És um espírito invisível que me persegue a mim e às pessoas de quem gosto. Escondes-te atrás da tristeza e da angústia, à medida que as suas sombras crescem nos nossos rostos, e aguardas o momento em que não aguentaremos mais. Os teus olhos, sedentos, acendem-se com cada lágrima de raiva ou frustração que cai sobre as tuas mãos, abertas em concha para a receber. Mas a tua espera não se cobre de ânsias; antes pelo contrário: é serena, porque tens a certeza que está para breve o dia em que te suplicaremos que nos leves contigo e acabes com tudo isto, com esta falta de sentido, com esta sequência de emoções perdidas que levam a nada! E garantes a persistência da tristeza no nosso peito com pequenos sussuros nos confins da noite. Dizes-nos segredos que só nós conseguimos ouvir, que nos fazem chorar amargamente pelo passado, atirar insultos mesquinhos à nossa vida e à dos outros e pensar que somos inúteis. Suaves palavras, que nem sequer o são, que criam um sentimento de inevitabilidade…
Mas enganas-te, triste Anjo da Morte. Não deixarei que a falta de rumo na minha vida me faça gritar por ti.
Porque estou farta de alegrias simuladas presas por um fio inexistente. É agora mesmo que vou ser feliz e a tua sombra atrás das minhas depressões será uma mancha cada vez mais ténue, até que se afunde num poço qualquer no meu passado.
Vou cortar-te as asas antes que chegue o teu momento de voar.
Vou cortar-te as asas antes que chegue o teu momento de voar.
Duas mãos é sempre melhor do que uma.
É pá, gostei do texto . . . intlectual, bem estruturado . . . a menina tem geitinho
Mas, diceste que escrevias coisas alegres nada de tristezas. Ta bem, antes que mandes vir, ya não é propriamente tristeza, até é luta, mas . . .
Ana disse: Duas mãos é sempre melhor do que uma.
E são sempre bem vindas. ^^
Andreia disse: Mas, diceste que escrevias coisas alegres nada de tristezas.
Acho que já é crónico! =P