Walking After You



Walking After You, Foo Fighters

Falta de tempo = videoclip de culto, para manter as massas fidelizadas.


Update na situação da base de dados

E o site ainda não está online, porque, no dia em que recebemos a base de dados actualizada, a pessoa responsável pela aprovação do trabalho ficou doente, recusando-se a tratar do assunto enquanto não estivesse recuperada.

Quero um!

Furões
Fotografia por defret

(L)


Panquecas

Isto é o que vou passar a dizer quando um Jeová me quiser oferecer uma revista sobre os anjos.


Apagar ou não… eis a questão (não).

Ultimamente, têm-me ocorrido pensamentos destrutivos acerca deste blog. Ando a ver séries policiais em excesso.

Tire-as você!

Ora, nos últimos tempos tenho estado a trabalhar no remake de um site.

O contrato inicial previa que se mudasse apenas a aparência, sem mexer na programação que estava por trás. No entanto, quando o site anterior me chegou às mãos, vinha numa versão antiga de uma tecnologia da Microsoft. Para quem se interesse, ASP.NET… tchanan… 1.0! Além disso, faltavam alguns ficheiros essenciais, pelo que decidi migrar a base de dados para MySQL e refazer o site todo em PHP (sim, pessoas da ESCS, eu sei que isto soa geek, mas não tenho grande hipótese… não devo ter nascido com o rabo virado para o design).

Para isso, foi-nos enviada a base de dados do website (muito mal organizada, levou muitas horas e alguns esquemas para a compreender completamente) e as imagens a ela associadas. Algumas das imagens vinham com acentos, espaços e outros caracteres estranhos, que só usaria um parvo, que não soubesse o que estava a fazer. Troquei o nome das fotografias, uma a uma, tanto na pasta como na base de dados. Reduzi-as para um tamanho padrão, uma vez que a maior parte delas tinha 1024px de largura, para utilizar na galeria de um site. E algumas eram .bmp.

Mas estas são as minhas frustrações. Adiante. Quando já tinha o site quase todo pronto, marquei uma data, com a empresa responsável pelo site anterior, para nos enviarem a base de dados mais recente e as imagens que foram acrescentadas desde o último backup, para não haver perda de informação.

Chegou o dia. Estava todo pronto para ir para o ar. Chegam as três horas e não há base de dados para ninguém. Telefono. “A pessoa Z está em reunião, deixe recado que ela depois liga”.

Passa uma hora e meia. Volto a ligar. “Então, Z já saiu da reunião?”, “Vou ver.”, “Está?”, responde uma voz quase igual à da pessoa que atendeu o telefone, “Hum, fala a pessoa Z?”, “Sim, claro…”, “Hum, fala X da empresa Y, estou a ligar para saber como está a situação da base de dados que pedimos.”, “Eu dei indicação a uma pessoa para tratar disso.”, “Certo, mas sabe se vai demorar muito? É que estamos com alguma urgência…”, “Dei informação à pessoa para tratar disso.”, “Hum, ok. Mas precisamos disso hoje. Como já disse, estamos com alguma urgência.”, “Já lhe disse que dei a informação a uma pessoa.”, “Certo… E em relação às imagens?”, “Olhe, eu sei lá quais são as imagens que foram adicionadas recentemente. Isso é feito no backoffice. Não me apetece estar a procurar. Também não vou estar a enviar-lhe novamente uma cópia das imagens todas.”, “Está bem, mas eu preciso delas…”, “Olhe… Vá ao site e tire-as você!”

Meus amigos… dificultar a vida às outras empresas só vos vai prejudicar. Quando tiverem uma situação destas, não bloqueiem os conteúdos, só porque o cliente não quis continuar a trabalhar convosco. Ao evitar problemas por causa de um cliente perdido, ganham-se dois para o substituir.


Insónias = #$”#%

Não estou a conseguir dormir, porque a minha chefe workaholic decidiu que tenho que acabar um trabalho num prazo impossível… o que parece implicar que não vou ter vida esta semana. Provavelmente, ficar acordada não vai ajudar esta demanda… mas o que fazer?

Antes de regressar às voltas na cama, deixo-vos com um vídeo que me lembra um dos motivos pelos quais não segui Psicologia.


x.x

Desde que peguei o smiley “x.x” do Roberto *, o boneco tornou-se numa virose. Ao Paciente X, nunca mais lhe vi sinais da doença.

* –


Está na hora da caminha!

Se fossem crianças na Bélgica antiga, era provável que passassem a vossa noite nesta cama, juntamente com três irmãos da mesma idade. Por isso, apreciem os vossos colchões espaçosos, mesmo que durmam neles desde que pararam de crescer.

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Ao Meu Eu Futuro

Cara Cláudia do Futuro,

Não sei daqui a quanto tempo vais ler isto; pode ser daqui a uns meses ou daqui a uns anos. Não falo em décadas, porque não me parece que em dois mil e vinte ainda gastes dinheiro num domínio com um nome tão descontextualizado, tendo em conta o seu conteúdo. De qualquer modo, que te divirta… er… sim, que te divirta!

Para começar, espero que a vida corra mais ou menos de acordo com os teus objectivos (ou com os meus, pensando bem). Que tenhas uma vida profissional gratificante. Que todos os teus amigos sejam pessoas com possas conversar, que não te cortem o discurso sempre que tentas alongar-te numa definição – sim, há alturas em que o teu Eu do Passado se sente uma versão menos inteligente do Ted Mosby. Que ainda continues com o Pedro, porque é bom rapaz e não se deixa uma pessoa assim passar ao lado (caso contrário, dá um calduço a ti própria). Que já não vivas com os teus pais. A sério, se já hoje me custa ouvir o discurso extra-protector, não consigo imaginar o estado da tua pobre cabeça se ainda o andares a aturar.

Mas, acima de tudo – e é por este motivo que te escrevo -, a minha preocupação é que MANTENHAS ESSA CASA ARRUMADA. Se viveres longe da mamã, então, nem quero imaginar a bagunça que vai para aí. Não importa o quão ocupada estás. Arrumação, organização e limpeza, são coisas que têm que ser efectuadas pelo menos uma vez por semana. De duas em duas, se os horários apertarem mesmo muito. Agora, deixares de fazer estes trabalhos rotineiros para ficar de rabo colado à cadeira, em frente ao computador, a clicar no botão do StumbleUpon… não é um modo de vida! Deixa o Stumble para quando a roupa estiver no armário, os papéis organizados e um cheirinho a chão lavado pairar na atmosfera. Garanto que vais sentir-te melhor!

Não me vais ligar nenhuma, pois não?

Já voltaste para o Stumble. I knew it.

Inspiração: FutureMe (encontrei-o através do StumbleUpon… lá está).


Heroínas

É o que são as mulheres que conseguem andar de sapatos altos na calçada, sem esfolar e estragar os saltos todos.


Liberdade

Vivemos numa época em que tudo é permitido, desde que não prejudique a integridade física e mental das pessoas que convivem connosco. Ao perspectivar o futuro, visiona-se uma única hipótese: o crescimento desta liberdade e a queda de novas inibições, que a mudança dos tempos e ideias venha a tornar inviáveis.

É um facto que, aqui e ali, nasce um ou outro protesto para afirmar uma crença, um culto, um modo de vida, que parte da sociedade ainda não tolera. Contudo, se eles surgem é porque há uma fatia do todo social que pede para ser aceite. Significa que, mesmo que sintam constrangimentos, a democracia permite-lhes lutar para os destruir.

Podemos expressar as opiniões que bem entendermos, desde que conscientes das consequências das nossas palavras. Quanto às acções em si, é raro sofrer um castigo muito grave, se não se prejudicar ninguém.

Apesar de sermos obrigados a trabalhar para pagar a vida, não me parece correcto acrescentar este facto à lista das inibições da liberdade; na verdade, é uma forma de ganhar independência. Mesmo que o trabalho não preste, o dinheiro que se obtém através dele é uma porta para uma vida melhor.

Por isso, somos livres!

No entanto, também o excesso de liberdade pode ter um preço elevado. O que acham?


papaMóvel

Depois de morosos e cuidados preparativos, empreendidos pela Câmara Municipal de Lisboa, chegou o dia da visita de Sua Santidade, o Papa Bento Nro. x*, à nossa pequena capital. Não cheguei a ver o papaMóvel, nem os números incontáveis de católicos que afluíram aos principais pontos da sua passagem.

Sei apenas, porque mo disse uma colega, que à hora de almoço não havia muita gente a vê-lo em Belém. Também fui assombrada por uma espécie de antenas, com bandeiras penduradas, em todos os autocarros da Carris, com o admirável objectivo de acolher o Papa – o mesmo que se deslocou em veículo próprio, não tendo a oportunidade de desfrutar de tão solene homenagem. Além de que, segundo me pareceu, os autocarros não tiveram direito a partilhar o seu trajecto.

Enfim, tão cedo não voltaremos a deparar-nos com anúncios papais e citações em cada metro quadrado de espaço público.

No final do dia, a sagrada visita pôs Lisboa inteira a falar acerca dela. Não pela sua natureza, mas sim graças aos cortes nos acessos e transportes públicos. Porque a maioria das pessoas não teve direito a folga para ir à missa, e precisou de encontrar maneiras de se desenvencilhar no meio da confusão.

* – Eu sei que é XVI, só quis introduzir um pouco de entropia, uma vez que, nos últimos tempos, a minha escrita não primado no domínio do vocabulário.

P.S. Espero que não ande nenhum “White Hacker” por aí com vontade de massacrar o meu blog… a ele – caso exista – lhe digo: não vale o esforço!


Trabalho

Se alguém me perguntasse qual é o primeiro desejo que me vem à cabeça, não hesitaria em responder: ganhar coragem para dizer que não quero fazer estágio profissional no sítio onde estou.

Gostava de chegar ao escritório de manhã, fazer as minhas tarefas e voltar para casa com a cabeça descansada. Não ter medo constante que a minha chefe me apareça no msn, a dizer que há um erro não sei onde, que tem que ser resolvido porque blá-blá-blá, e que, consequentemente, tenho que passar o fim de semana a trabalhar. Receber um ordenado como deve de ser e ter 26 dias de férias por ano.

Poder escrever o que me apetece no Facebook, sem que alguém vá falar disso no dia seguinte. Não que me interesse muito, mas às vezes dá vontade. Ironicamente, este é o último reduto onde as minhas palavras são livres para ser partilhadas com o mundo.

Os empregos deviam ser para nos ajudar a viver melhor, não para nos consumir a vida.


Respiração

All writers have periods when they stop writing, when they cannot write, and this is always painful and terrible because writing is like breathing.

Audre Lorde


Raios

Todos os dias, venho no comboio a pensar em temas que dariam belos posts para o meu blog. E todos os dias chego a casa, janto, sento-me no sofá, e nunca mais me lembro do que ia escrever.


O iMac

A pedido da Ana, mostro aqui a minha nova workstation caseira. Infelizmente, só tenho tido tempo para a utilizar como funstation e ebook reader, mas ainda há de me valer muito. Snif.

Esta fotografia é de quando o bicho chegou cá a casa: agora, a secretária já não se encontra em tão perfeito estado de arrumação.

P.S. Se ficarem com nojo, a culpa é da Ana. :D


Lisboa

Para quem vive em Lisboa, ou lá perto, tudo é fácil. “Apetece-me ir ao cinema”, “Vamos!” “Gostava de experimentar algo novo”, “Arranja um daqueles pacotes de experiências.” “Queria comida do país XPTO, confeccionada à moda dos nativos”, “Há um bom restaurante na rua X, fazem tudo isso que tu queres.”

Só é preciso ter dinheiro.

E este custa a ganhar. Mas em Lisboa também é fácil encontrar onde o receber. Com mais ou menos esforço, toda a gente consegue uma empresa que lhe forneça umas moedas por mês, em troca do seu suor. Às vezes, as pessoas passam os dias a trabalhar em locais desagradáveis, com colegas com quem não se identificam e chefes que não as respeitam. Por vezes, não se esforçam para encontrar algo melhor. Mas nem sempre é assim; muitos não têm outra hipótese. E o dinheiro é preciso, para manter um estilo de vida saudável.

Tão saudável que, depois de um dia de trabalho cheio de stress, finalmente chega a liberdade; para entrar num transporte público atolado e malcheiroso, com pessoas a falar como matracas, e crianças aos gritos; ou enfrentar filas de trânsito intermináveis. E, por fim, chegar a casa, onde há um recanto sossegado para descansar. Isto se não houver filhos. Ou vizinhos barulhentos.

No entanto, como se tem algum dinheiro no final do mês, há pequenos luxos que são possíveis. Se calhar vale a pena. Mas não para mim.

Apesar de falar na cidade de Lisboa, haverá outras em que a vida também corre deste modo. Falo desta porque é a que conheço.

E é uma cidade bonita. Sim. Quem me dera ver apenas o lado bom dela. E talvez assim não quisesse tanto deixá-la.

Deixá-la para descobrir um local que me dê paz de espírito. Gostava de chegar a casa sem sentir a cabeça a rebentar, por causa da viagem que fiz do trabalho até aqui. Poder andar com calma e apreciar a paisagem, durante o caminho para lá.

Mas também era preciso que houvesse paisagem. E não me importava que esta fosse constituída por um monte de vacas a pastar trigo seco, porque até isso é mais agradável que os prédios feios e descuidados, que desfilam todos os dias perante os meus olhos.


Time, I Need Time

Há umas boas semanas que não escrevo nada por aqui. Alguns dos meus leitores, mais privilegiados, – ou outros “interessados” -, saberão que estou a estagiar numa vaca roxa, actividade que quase me priva de tempos livres. Ainda que me agradasse passar esses pequenos momentos a escrever, a verdade é que chego a casa e é difícil pensar em algo mais que no sofá.

De facto, se a minha mãe não iniciasse uma ronda de novelas aborrecidas depois de jantar, era no conforto da sala que eu aterraria todos os fins de tarde, e por lá me deixaria adormecer. Verificando-se, contudo, a situação desfavorável, termino os meus dias em frente ao computador novo (cujas potencialidades não consigo aproveitar, por causa do pouco tempo que tenho), ou a ver uma das minhas séries favoritas no HP, com a almofada como encosto. E sim, o velho HP ressuscitou, graças aos senhores da Assismática. Quanto à minha nova aquisição, havemos de falar acerca dela noutro post.

Posto isto, dizia que tenho pouco tempo livre. Não sendo verdade aos fins-de-semana, que procuro aproveitar bem, os meus dias úteis passam a correr. Quando não há trabalho a impedir-me de vir para casa a horas aceitáveis, o imprevisto acontece: “um indivíduo atira-se para a linha do comboio entre Vila Franca de Xira e Vila Nova da Rainha, interrompendo a circulação ferroviária por tempo indeterminado”. Isto foi o que disseram no intercomunicador da estação de Santa Apolónia. E na do Oriente também, já que apanhei um autocarro para lá, numa tentativa de chegar a casa antes da hora de dormir. Felizmente, foi bem jogado!

Quanto ao acto do senhor… É demasiado horrível para comentar.


O HP

Hoje, pela terceira vez em poucos meses, o meu computador portátil teve um problema na placa gráfica. Talvez tenha decidido protestar contra a minha decisão de comprar um novo, para não ter que o utilizar tanto. ;p No entanto, tomei-a com a melhor das intenções, porque sabia que ele morreria em breve, caso o utilizasse demasiado.

Seja como for, a avaria forçou a tão planeada compra. Não podia continuar a mandar o pobre a técnicos, apenas capazes de adiar o inevitável por poucas semanas. Penso enviá-lo ainda uma última vez. Quem sabe se é possível restaurar a sua saúde moribunda, mantendo-o vivo para uma utilização muito menos frequente?

Recuperável ou não, o seu tempo de glória terminou. Serviu-me bem durante muitos anos, o meu pequeno HP, aguentando-se enquanto um sistema operativo mal feito o carcomia lentamente. E como se regalou de felicidade quando o deixei respirar, instalando-lhe algo bem mais leve! Mas a sua hora estava marcada.

Adeus HP!