Revoltem-se

idiots

O Facebook tem coisas um bocado parvas.


Balanço (Quase) Final

post-xx

Hoje foi o dia do nosso último exame na IHECS. Falta apenas entregar um trabalho, para segunda feira, que também já está meio feito.

É agora que, subitamente, começam a pesar os poucos dias que faltam para voltar a casa. Houve tanta coisa que se podia ter feito, mas não se fez!

No entanto, houve também muita coisa que acabou por acontecer, e que não se tinha planeado. E há tanto ainda para concretizar! Tantos sítios para visitar, e tão pouco tempo para eles… É aqui que se pensa que talvez um dia se possa voltar, para ver aquilo que falta. Quando chegar a altura, há-de haver tempo para isso e muito mais.

“Quando voltares a Portugal, vai estar tudo na mesma.”

Tudo menos eu. De cinco meses passados num país estrangeiro, fica a sede de liberdade, a vontade de ser mais, porque é possível. O que não é possível é voltar para casa sem planos, e continuar a viver como se nada disto tivesse acontecido.

Termina, portanto, mais um capítulo. Contigo, será o fim de um terceiro. Convosco, já será o de um trigésimo, quadragésimo talvez. Em ambos os casos, são capítulos novos que se abrem, para dar continuidade aos anteriores. São histórias que não acabam aqui, porque quando se partilha quatro ou cinco meses com alguém, todos os dias, há memórias que ficam – de como ultrapassámos a raiva, o medo, a desilusão, mas também de como rimos até os nossos pulmões não aguentarem mais.

Por isso, gostei de partilhá-los convosco. E contigo de um modo especial. Já pensei que poderia ter escrito algo mais sobre ti, mas apercebi-me que se não o fiz, foi porque, mesmo sem referência explícita, estás presente em quase todas as palavras.

É verdade que o tempo voa.


Arcade Volleyball

Quando tive o meu primeiro computador, o sistema operativo ainda era o Dos, e assim ficou por algum tempo. Nessa altura, o único jogo que tinha instalado (ou pelo menos era o que pensava) era aquele com duas cabeças de bola, que jogavam volley. Lembro-me que passava horas a tentar ganhar ao computador, mas raramente lhe conseguia marcar um ponto.

Arcade Volleyball

Se quiserem revê-lo, existem duas maneiras. A primeira é fazer download de uma imitação, mas a jogabilidade é um pouco medíocre em relação ao original. A segunda é ligeiramente mais complicada, mas compensa, uma vez que vão estar a jogar o original, e isso é o objectivo desta coisa toda:

1. Fazer download do jogo no site Abandonia e extrair a pasta que está lá dentro (”av”) para qualquer lado (aconselho que extraiam directamente para o disco c:\, porque simplificará a coisa mais à frente).

2. Fazer download do emulador de DOS para o vosso sistema operativo e instalá-lo.

3. Abrir o emulador, escrever « mount c c:\av\ » e carregar no enter. Se tiverem extraído a pasta “av” para outro sítio, escrevam a localização em vez de c:\av\ (era mais fácil se tivessem feito logo o que eu disse -.-).

4. Escrever « c:\ » e carregar no enter. Escrever av.exe e carregar no enter.

Feito! Agora é só jogar. :P

Outros jogos:


Vizinhanças

A rapariga que mora ao meu lado bate com as portas com tanta força, que uma vez as coisas em cima do meu lavatório caíram lá para dentro, quando ela foi à casa de banho.

O rapaz que mora no quarto que está por cima do meu é ainda mais esquisito. Todas as manhãs, à mesma hora, vai para o corredor, faz um grito selvagem, do tipo “hula-hula-hu… yaaaa!”. Depois, volta para o quarto, começa a pular, atira-se para o chão e arrasta tudo aquilo que lhe aparece à frente. De seguida, começa a conversar com o amigo e a andar de um lado para o outro, com passos pesados, insistindo em pisar sempre a zona do chão que range e me faz impressão nos ouvidos.

O ritual tende a repetir-se algumas vezes ao longo do dia.

Aparte: Descobri agora que alguém foi parar ao meu blog ao pesquisar por “emoticon de porco”. Mas tenho pena é do que veio cá parar ao pesquisar pela professora Maria Emília da ESCS, porque não deve ter encontrado nada que lhe fizesse jeito. O outro sempre viu um filmezito engraçado. :P


« Amália Hoje »


Amália Hoje (Sónia Tavares) – Gaivota

“Hoje” é um projecto de reinterpretação de algumas músicas de Amália Rodrigues, noutros estilos musicais. É liderado por Nuno Gonçalves, da banda The Gift, com a colaboração de Fernando Ribeiro (Moonspell), Sónia Tavares (The Gift) e Paulo Praça (Plaza). Saiu em Abril o seu primeiro álbum, “Amália Hoje”.

Se ainda não ouviram as músicas, aconselho-vos. Mesmo que não gostem de Fado, uma vez que estas interpretações estão noutro género. Na minha opinião, está muito bem conseguido. :)


Apelido

Uma das vantagens de se estar fora do país é que os apelidos estranhos passam a ser apenas apelidos estrangeiros.


A mais bela

Direitinho da página principal do sapo.

belamoça

(agora está na moda as portuguesas terem barba?)


Os Amigos

“Os amigos amei
despido de ternura
fatigada;
uns iam, outros vinham,
a nenhum perguntava
porque partia,
porque ficava;
era pouco o que tinha,
pouco o que dava,
mas também só queria
partilhar
a sede de alegria —
por mais amarga.”

Eugénio de Andrade, Coração do Dia (1958)


O meu novo álbum

jogocoiso

Jogo retirado do blog da Elsa.

1. Ir à Wikipedia. Carregar no Random.
O primeiro artigo que vos aparecer é o nome da vossa banda!

2. Ir a Quotations Page e seleccionar uma citação aleatória
As últimas 4 ou 5 palavas da última citação dessa página é o título do teu primeiro álbum.

3. Ir ao Flickr e clicar no “explore the last seven days”
A terceira imagem, seja ela qual for! é a capa do vosso álbum! Não vale fazer batota!

4. Usar Photoshop ou até o paint e meter um link para todos vermos o resultado final!


E depois dá nisto.

graphismo


Natureza Humana


Decidi dar uso à mesa gráfica hoje.

Natureza Humana

É favor clicar para ver em tamanho maior. =D


Post n.º 100

Hoje fomos a Brugge, e passámos por um senhor que foi o caminho todo a assobiar a Rich Girl, até que o perdemos de vista.


Super Prenda

Cocó

É só para avisar que o hi5 pode provocar ataques de coração…


Sol

Hoje está céu está limpo e sem nuvens, e o Sol está tão forte que até ofusca. Não é mentira. Se não me tivesse comprometido a recuperar o pé torcido em dois dias, não estaria enfiada no quarto!

Nuvenzinhas, fiquem lá quietas onde estão…


Uma espécie de Karma

Estava para escrever isto depois de me acontecer uma situação semelhante pela terceira vez, mas por essa altura já sou capaz de estar na prisão, ou coisa do género… e como não sei quando é que saio de lá, o melhor é não adiar o post.

Acontece que, há cerca de três dias, entrámos no supermercado para comprar alguns produtos, necessários para uma vivência diária aceitável. Isto seria normalíssimo, não estivesse um senhor, com ar algo desenfreado, a entrar e a sair constantemente pela saída do supermercado, fazendo soar o alarme.

Esta situação também não teria nada de extraordinário em relação às muitas outras que são criadas por malucos no dia-a-dia, e com as quais nos confrontamos frequentemente nas paragens dos transportes públicos. No entanto, esta pessoa em especial começou a perseguir-nos por todo o supermercado!

Depois de algumas tentativas de o despistar, acabei por avisar um dos empregados da situação, e este chamou alguém da administração. Foi então que o dito perseguidor afirmou que tínhamos apanhado do chão os 750 euros que ele teria deixado cair. O senhor da administração foi ver a câmara de segurança, mas a única coisa que viu foi o Pedro a baixar-se para apertar o sapato, o que o senhor amalucado assumiu como um gesto rápido e discreto para apanhar o dinheiro dele do chão.

Ora, com medo que este nos continuasse a perseguir depois da saída do supermercado, insistimos em chamar a polícia para nos revistar, enquanto o senhor insistia que 750 euros era muito dinheiro para ele, e que tínhamos que lho devolver, e eu discutia com ele, no meu francês precário.

Depois de termos sido revistados exaustivamente pela polícia, lá conseguimos ir embora, deixando-os com o senhor esquizofrénico no supermercado.

Tenho apenas a acrescentar que, no dia seguinte, na lavandaria, ainda fomos acusados por uma senhora de ter “pegado” na sua carteira. Felizmente, esta desculpou-se pouco tempo depois, admitindo que estava nervosa quando fez a dita acusação.

Penso que não temos cara de ladrões, mas com pessoas irritadas nunca se sabe. -.-


Desvantagens de pagar uma renda baixa

De vez em quando, o aquecedor do meu quarto lembra-se de apitar insistentemente, durante várias horas. É um bocado irritante quando se quer adormecer.


Os Condutores Belgas

Autocarro

Acerca destes seres deveras particulares, tenho algumas coisas a dizer.

  • Aceleram nas passadeiras, para assustar os peões.
  • Numa estrada com três faixas no mesmo sentido, passam de umas para as outras com frequência, sem fazer sinal, sem motivo aparente.
  • Passam os sinais vermelhos, mesmo com pessoas a atravessar a estrada.
  • Entram em cruzamentos congestionados, às vezes com sinal vermelho
  • Andam a mais de 100 km/h, em pleno centro da cidade.
  • À noite, andam aos ziguezagues, incluindo os taxistas.

Tendo em conta que o comportamento é geral, salvo raras excepções, gostava de dizer estas coisas ao senhor que me chumbou.


Ponto de Situação

Durante a tarde, recebi um telefonema da Rádio Clube Português, a convidar-me a participar no programa de amanhã, para falar sobre a minha experiência de Erasmus. Infelizmente (ou felizmente, ainda não tenho bem a certeza…), fiquei sem dinheiro no telemóvel e chamada caiu, antes que pudesse aceitar o convite… ou pelo menos informar a senhora do meu número belga. A modos que posso dizer adeus aos meus cinco minutos de exposição pública.

Antes que a senhora desaparecesse, ainda consegui saber que as perguntas eram daquelas às quais, nos últimos tempos, costumo responder com duas ou três palavras. “Quais foram os motivos que a levaram a escolher a Bélgica como destino?”, “Que benefícios tem retirado da sua experiência?”

Costumo dizer que não consigo responder a este tipo de questões porque estou aqui há muito pouco tempo, pelo que não consigo organizar um discurso coerente. Mas a verdade é que já passou quase um mês. Devia ter muito para dizer. E se calhar até tenho, mas não me tem apetecido pensar. A habituação a um país novo, a uma língua nova, a uma cultura nova, eram coisas de que não tinha a noção de serem tão cansativas. Mas o que consome ainda mais tempo são aquelas tarefas que não me sentia obrigada a fazer quando vivia com os meus pais, ou nas quais eles ajudavam muito.

Em relação a Bruxelas, é uma cidade bonita. O centro tem aquele ar austero, típico de todos os centros de todas as cidades, enquanto que as comunas que se situam à sua volta (que funcionam mais ou menos como as freguesias de Lisboa, mas penso que têm alguma autonomia legislativa) têm cada uma as suas particularidades arquitectónicas e sociais – se bem que algumas não diferem muito umas das outras.

A rede de transportes na zona central funciona de maneira um pouco diferente da de Lisboa, pelo que é preciso tomarmos alguma atenção, para não entrarmos no transporte errado e irmos parar ao outro lado da cidade.

Em primeiro lugar, existem apenas duas linhas de metro, que vão de um lado ao outro de Bruxelas e que percorrem algumas estações em conjunto, na zona mais central. Depois, para completar essa rede, existem os eléctricos (os trams), que se cruzam com as estações de metro, e que chegam a quase todos os locais onde o metro não vai. Por fim, há os autocarros, claro, que chegam também onde não há tram nem metro. Relativamente a comboios, dentro de Bruxelas existem três estações principais: a Gare du Nord, a Gare Centrale e a Gare-du-Midi, todas ligadas a estações de metro e/ou tram, e o comboio que parte do aeroporto passa por todas elas.

No que respeita a locais para visitar, tenho pena que ainda não tenhamos visto muita coisa. No entanto, Bruxelas é rica em museus e em arte, e a própria Bélgica parece ter locais muito interessantes para dar uma espreitadela. Estou bastante curiosa para visitar Bruges um dia destes.

Note-se que, apesar de ainda não termos visto MUITO, já temos a nossa pequena quota de cultura. Ora vejamos:

Na sexta-feira passada, visitámos a exposição Body Worlds, que era substancialmente mais cara quando esteve em Lisboa – razão pela qual não a fui ver na altura. A visão dos órgãos e dos corpos humanos reais faz alguma impressão no início, mas acabamos por nos habituar à medida que avançamos.

Vimos também o Palácio Real de Bruxelas:

Palácio Real

E o Atomium:

Atomium

E o Manneken Pis:

Manneken Pis

Isto foi no dia em que o vestiram, porque normalmente ele está tal como veio ao mundo:

Manneken Pis

A meu ver, o que faz mais falta neste país é o Sol. Ainda só o vi uma vez desde que cá cheguei. Ora, para alguém que está habituada a vê-lo quase todos os dias, torna-se um pouco deprimente. A vida monotoniza-se e os dias parecem todos iguais. Na cidade de Lisboa, a temperatura agradável e a luz reflectida na calçada convidam-nos a passear na rua a toda a hora. Aqui não… por isso mesmo, há dias em que tudo parece escuro e triste.

Mas penso que conseguirei lutar contra isso. Principalmente agora. =)


Um post que tem tudo a ver com Bruxelas

Pergunto-me o que terei feito de mal para o professor de Laboratório 3D ter ignorado completamente os três e-mails que lhe enviei.


Primeiros Dias

Depois da confusão da chegada ao aeroporto de Bruxelas, das dificuldades em carregar as malas gigantescas no comboio, e dos primeiros dias na cidade, penso que já consigo arranjar cinco minutos para fazer um post. Se bem que, ao mesmo tempo que não melhorei nada do meu francês rudimentar, também tenho andado a perder o meu português. Por isso, admito-vos que não consigo escrever grande coisa, pelo menos de momento.

De qualquer maneira, caso alguém se interesse pelo aspecto da minha secretária quando comecei a tirar as coisas das malas:

Secretária

Mas onde foi o computador?

Computador

O conteúdo do meu armário explica por que motivo paguei excesso de bagagem:

Armário

Fiquei feliz por a minha mãe se ter lembrado de pôr panos de cozinha dentro da mala:

Panos

Para quem ainda não abriu o meu hi5 maravilhoso, tenho também uma vista ruralizada da província de Anderlecht. A arquitectura é algo interessante. Lamento que a foto tenha um Pinguim a tapar parte da visão, mas não tirei mais fotografias. xD

Vista

Por fim, há coisas que existem em todo o lado…

Lidl

Perdoem-me pela ausência de um relatório extensivo acerca da cidade de Bruxelas. Até agora só apanhei frio. :P